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56 jovens integram projeto de voluntariado ambiental ‘Guardiões da Floresta e da Natureza’

08 jul, 2026

Na passada segunda-feira, 6 de julho, realizou-se a entrega dos kits aos 56 jovens participantes no projeto de voluntariado ‘Guardiões da Floresta e da Natureza’, numa sessão que contou com a presença de representantes do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) de Castelo Branco, José Aleixo e Maria João, e de elementos dos Serviços Educativos da Câmara Municipal de Castelo Branco.

O kit entregue a cada voluntário é composto por mochila, t-shirt, boné, cantil e luvas, materiais que irão acompanhar os jovens durante as ações de voluntariado.

O programa é desenvolvido em parceria entre o IPDJ e a Câmara Municipal, através da Rede Social e Serviços Educativos, pela Cáritas Interparoquial de Castelo Branco e pela Amato Lusitano - Associação de Desenvolvimento, sendo que o Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) de Castelo Branco, a Guarda Nacional Republicana, o Corpo de  Bombeiros Voluntários de Castelo Branco, a Divisão de Ambiente, Alterações Climáticas e Qualidade de Vida e os Serviços Municipalizados de Castelo Branco apoiam a execução da iniciativa.

Este projeto de voluntariado ambiental desafia os participantes a assumirem um papel ativo na proteção da floresta e do ambiente, através da vigilância florestal, limpeza de trilhos e linhas de água, monitorização ambiental e sensibilização da população para a adoção de boas práticas de prevenção.

Além da formação inicial, os jovens beneficiam de seguro, certificado de participação e de uma bolsa no valor de 13 euros por cada dia de voluntariado efetivo.

Os voluntários encontram-se distribuídos pelas seguintes zonas da cidade: Barrocal, Lagoa, Castelo, Parque da Cidade e Jardim do Paço Episcopal.

Após a entrega dos kits, realizou-se uma ação de sensibilização promovida pelo SMPC e pelo Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, com o objetivo de preparar os jovens para o desempenho das suas funções durante o período crítico de incêndios rurais.

Na sua intervenção, Nuno Monteiro, Técnico do SMPC, agradeceu o compromisso dos participantes, sublinhando que “temos que louvar o vosso voluntariado, pois é uma atitude vossa para com a sociedade bastante generosa”.

O Técnico alertou para a importância de acompanhar diariamente a informação relativa à declaração da Situação de Alerta, conhecendo as implicações que esta pode ter para os cidadãos e para a natureza.

Referindo-se ao papel dos jovens voluntários, destacou que “mais do que vigiar a paisagem, vocês vão sensibilizar as pessoas sobre os cuidados a ter em relação à floresta e como saber proteger as casas dos incêndios”.

Durante a sessão, promoveu também uma reflexão sobre a preparação para situações de emergência, lançando o desafio: “Imaginem que, nesta altura do verão, falha a luz; ficam sem ar condicionado, frigorífico... o que poderiam fazer para lidar com o calor?”.

A intervenção terminou com vários alertas sobre comportamentos de prevenção e com a distribuição de folhetos informativos sobre o kit de emergência, o plano de emergência familiar e os procedimentos a adotar antes, durante e depois de um incêndio.

O Major David Canarias, Chefe do SEPNA do Comando Territorial da GNR de Castelo Branco, felicitou igualmente os jovens pela participação no projeto, destacando que “vocês vão fazer um trabalho muito importante de vigilância”.

Salientou que “se toda a comunidade participar e cada um fizer o que está ao seu alcance, talvez este problema possa desaparecer no futuro”, acrescentando que os voluntários “são um excelente exemplo disso, de forma ativa, e dão um grande contributo para ajudar a resolver este problema neste período crítico do verão”.

Durante a ação, o militar explicou algumas das más práticas que continuam a contribuir para o risco de incêndio, esclareceu comportamentos proibidos e apresentou o dispositivo de vigilância existente no distrito de Castelo Branco.

Atualmente, a GNR dispõe de 20 postos de vigia, em funcionamento permanente, complementados por 22 câmaras de vigilância distribuídas pela floresta. A estes meios juntam-se as patrulhas da GNR que percorrem diariamente o território para reforçar a vigilância.

Acentuando a dimensão do desafio, o Major David Canarias referiu que “a extensa área do distrito torna este trabalho particularmente exigente” e destacou também o contributo de diversas entidades, como as Câmaras Municipais, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e as Forças Armadas.

Dirigindo-se aos jovens, afirmou que “vocês vão complementar esta rede de vigilância e vão contribuir para as nossas informações sobre aquilo que está a acontecer”.

A sessão terminou com a explicação dos procedimentos a adotar em caso de emergência e a divulgação dos principais contactos úteis.