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Castelo Branco presente no 23º Encontro Internacional Sete Sóis Sete Luas em Marrocos

22 abr, 2026

O Município de Castelo Branco marcou presença no 23º Encontro Internacional das Cidades e Instituições da Rede Cultural do Festival Sete Sóis Sete Luas, que decorreu na cidade de Azemmour, em Marrocos, entre os dias 17 e 19 de abril.

O evento teve como principal objetivo reforçar o diálogo intercultural e os laços de cooperação artística entre as cidades que integram a Rede Sete Sóis Sete Luas, promovendo a valorização das identidades locais.

Além de uma vasta comitiva marroquina, o encontro contou com a participação de presidentes de Câmara e representantes de vários países ligados a esta rede cultural internacional, nomeadamente Portugal, Espanha, França, Itália e Cabo Verde.

Estiveram também presentes o Embaixador de Portugal em Marrocos, Luís Faro Ramos, o Presidente Honorário do Festival, Jorge Carlos Fonseca, o Diretor Artístico do Festival e impulsionador desta iniciativa, Marco Abbondanza, bem como o Presidente da Câmara de Azemmour, o Governador de El Jadida e o Presidente da Associação Provincial da Cultura de El Jadida.

As sessões de trabalho centraram-se na integração de novas cidades na rede, no desenvolvimento de projetos de intercâmbio artístico e cultural, na avaliação dos centros de festivais e na assinatura de uma nova carta estratégica que delineará o futuro desta plataforma internacional.

A Câmara Municipal de Castelo Branco esteve representada pelo Presidente Leopoldo Rodrigues, acompanhado pelo Adjunto do Gabinete de Apoio à Presidência, Nuno Machado, e pela Chefe da Divisão de Desenvolvimento Económico, Inovação e Promoção Territorial, Susana Farinha, que participaram nas atividades oficiais a convite da organização do Festival.

Além de Castelo Branco, estiveram presentes outros municípios portugueses, nomeadamente Ponte de Sor, Oeiras, Odemira, Pombal, Mafra, Montemor-o-Novo e Elvas.

Durante a reunião, Leopoldo Rodrigues destacou o papel estruturante da cultura no desenvolvimento dos territórios: “A cultura não é um adorno dos territórios; é uma força que os liga e cria encontro, confiança, circulação, notoriedade e economia”.

Sublinhou que “a cultura cria oportunidades e trabalho para artistas, técnicos, produtores, restauração, alojamento, comércio local e comunicação. Cria dinamismo nas ruas, atrai públicos, dá visibilidade aos territórios e constrói identidades reconhecíveis”.

O Autarca reforçou também que “não devemos falar da cultura como despesa. Devemos falar da cultura como investimento - em identidade, em coesão, em visibilidade e em presente com futuro”.

Acrescentou que “o Festival Sete Sóis Sete Luas não leva apenas espetáculos de cidade em cidade; leva relações, circulação de artistas e públicos e novas formas de cooperação entre municípios, regiões e países” e destacou os resultados concretos desta participação: “A cultura abriu portas a novas parcerias, como aconteceu com Oujda, em Marrocos, onde posteriormente se desenvolveram relações com universidades, empresas e centros de inovação.”

Concluiu apelando à continuidade do investimento cultural: “Um território que valoriza a sua cultura não se torna mais pequeno por ser local. Torna-se maior porque se torna universal.”

Paralelamente às reuniões, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer o património cultural de Azemmour e da região envolvente, com visitas ao Museu do Artesanato, à casa do pintor Abdelkarim Elazhar, à Medina e aos vestígios portugueses em El Jadida.

O programa incluiu ainda uma visita à capitania do porto e uma travessia do rio Oum Er-Rbia com pescadores locais, proporcionando um contacto direto com as tradições da região.