Link para página

Este website utiliza cookies que facilitam a navegação, o registo e a recolha de dados estatísticos.
A informação armazenada nos cookies é utilizada exclusivamente pelo nosso websiteAo navegar com os cookies ativos consente a sua utilização.

CARACTERIZAÇÃO

"Este Cordofone pertence à família das Violas de Arame tradicionais portuguesas. Também é chamada de Bandurra ou Viola de Castelo Branco sendo originária da região da Beira Baixa. Esta viola é, provavelmente, o parente popular do instrumento de corte chamado Vihuela, muito tocado na Península Ibérica nos séculos XVII e XVIII.

Uma das diferenças em relação às suas congéneres do Norte, Sul e Ilhas de Portugal são duas cordas muito agudas, as requintas, que não podem ser pisadas sendo tocadas só com a mão direita. Este instrumento foi desaparecendo da cena musical campestre, sendo substituído por outros, nomeadamente a guitarra clássica e o acordeão.

A primeira afinação conhecida da Viola Beiroa é ré, si, sol, ré, lá, ré, que não permitia fazer melodias acompanhadas, sendo usada na Lousa desde o século XVII para acompanhar a Dança das Virgens e a Dança dos Homens. A sua forma de execução era semelhante à da Guitarra Portuguesa na mão direita, tal como o Manuel Moreira a tocava na Lousa. Não sendo conhecidos construtores deste instrumento, pensa-se que os tocadores compravam estes instrumentos nas Romarias da Senhora da Póvoa e da Senhora do Almortão.

A afinação atual da Viola Beiroa, definida por Alísio Saraiva, tem como base a da Guitarra Portuguesa de Lisboa. Ou seja, as primeiras quatro ordens da Viola Beiroa estão exatamente uma quinta abaixo da Guitarra Portuguesa de Lisboa, sendo que a quinta ordem é uma segunda maior acima e as requintas são a mesma nota que a sexta ordem da Guitarra, mas numa oitava diferente. Percebe-se aqui que os tocadores definem as afinações segundo os seus conhecimentos de outros instrumentos".

In Susana Vicente da Silva Dias, Licenciada e mestre em Música /guitarra clássica

 Atualmente a Viola Beiroa está em processo de Certificação.

 

A Associação Recreativa e Cultural Viola Beiroa

A criação da Associação Recreativa e Cultural Viola Beiroa, em 2013, foi essencial para a recuperação, revitalização e divulgação deste instrumento. Na sede, cedida pela Câmara Municipal de Castelo Branco, na Rua Tenente Valadim, em pleno Centro Histórico da cidade, decorrem várias atividades semanais.

Desde logo a sede acolhe a sala de ensaios da Orquestra Viola Beiroa, que conta com 15 elementos: o mais jovem tem 15 anos e o menos jovem 80 anos. As solicitações para concertos deste agrupamento têm vindo de todo o País e permitem divulgar este instrumento e o repertório da música de tradição oral da Beira Baixa.

Esta sede é também escola onde se aprende a tocar a Viola Beiroa. Os alunos integram depois a Orquestra Viola Beiroa.

A realização de cursos de construção de Viola Beiroa  permitiu aos elementos da Orquestra Viola Beiroa fazerem os seus próprios instrumentos. Além destas pessoas, houve outras que depois de participarem no curso decidiram integrar a Orquestra. A sede acolhe, igualmente, a Oficina que, devidamente apetrechada de ferramentas e materiais, permite que o Mestre Eduardo Loio ministre estes cursos.

A atividade de investigação que tem sido feita pelos elementos desta Associação já originou uma tese de mestrado sobre esta temática, apresentada pela Mestre Susana Dias, onde se projeta a integração do Ensino da Viola Beiroa nos Conservatórios e Escolas de Música.

Foi elaborado também um Método de Ensino deste instrumento, concebido pelo Professor Doutor Miguel Carvalhinho com edição da Fundação Inatel e a conceção gráfica da Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco.

Paralelamente, foi gravado o CD Viola Beiroa com edição de autor, no qual o Professor Doutor Miguel Carvalhinho apresenta uma série de arranjos de músicas tradicionais da Beira Baixa e um tema original de sua autoria. Este Cd teve o apoio da Câmara Municipal de Castelo Branco e teve divulgação nacional através da Antena 1.

Durante um Encontro de Violas de Arame na cidade estiveram presentes vários instrumentistas: Fernando Deghi com a Viola Caipira do Brasil, Pedro Mestre com a Viola Campaniça, Guilherme Órfão com a Viola de Arame da Madeira, Daniel Cristo com a Viola Braguesa e João Vila com a Viola Toeira.

Destaque, ainda, para o papel do Etnomusicólogo Domingos Morais, responsável pela explicação sobre a  origem desta família de instrumentos.

 

 

Livro de Especificações

Livro de Especificações da Viola Beiroa

  • Espaços Culturais
  • Cultura Vibra
  • Festival Literário
  • Castelo de Artes
  • Iberencontros
  • Danças Tradicionais
    da Lousa