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A Piscina Praia oferece aos mais jovens, todas as 4ª Feiras, entre as 11h00 e as 12h00, no mês de Agosto, a Hora do Conto, uma iniciativa que pretende contribuir para o estimulo do gosto pela leitura.

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A cidade desenvolve-se na encosta nascente de uma pequena elevação, que se ergue duma vasta região planáltica. Assim a descreveu Alexandre Herculano em 1851: "Beira Baixa olhando em volta parece um plano onde se eleva ao centro o monte de Castelo Branco em cuja encosta oriental alveja a cidade".Este sítio conferiu a Castelo Branco todas as características de um aglomerado de fortaleza e condicionou, durante séculos, os destinos e as funções da cidade. Da antiga função defensiva é testemunha o Castelo, erguido em boa posição estratégica e donde se avista, em dias de céu claro, todo o curso superior do Tejo até à zona raiana.

Comece a visita pelo Castelo, hoje resultado de sucessivas intervenções. A Igreja de Sta. Maria do Castelo é um templo de fundação românica que conserva, no seu interior despido, a lápide funerária do poeta do Cancioneiro Geral, João Roiz de Castelo Branco. Desça em direcção à Praça Velha, centro do burgo até ao séc.XIX. Aí se encontravam a antiga Casa da Câmara, o Celeiro da Ordem de Cristo, o Pelourinho (entretanto destruído) e o primeiro Paço do Bispo da Guarda, que a toponímia guardou na memória- Rua do Arco do Bispo.

Siga agora em direcção à, pela rua de S. Sebastião, com as suas casas apalaçadas, de meados do séc.XIX, num ecletismo próprio da época. A Igreja de S. Miguel, hoje Sé Concatedral, começou por ser uma estrutura gótica muito modificada no séc.XVII. Com a elevação de Castelo Branco a cidade, em 1771 e com a criação do respectivo bispado, passou a ser um dos edifícios mais representativos dos creres e viveres da comunidade. O interior transmite-nos todas as estéticas artísticas dos finais do séc.XVI ao séc.XIX, da imaginária à pintura, passando pela talha, mobiliário, alfaias e paramentos. Na sacristia, a que se acede por uma porta encimada com as armas episcopais do segundo bispo de Castelo Branco, notável trabalho de cantaria regional, existe um interessante museu de arte sacra.

Dirija-se agora ao Jardim do Paço, passando pelo belo Cruzeiro quinhentista de S. João. O antigo paço, construção dos finais do séc.XVI, foi mandado edificar como residência Inverno por D. Nuno de Noronha, bispo da Guarda. D. João de Mendonça funda os Jardins anexos ao paço, sob evocação de S. João Batista, em 1725. D.Vicente Ferrer da Rocha, 2º Bispo de Castelo Branco, acrescentou e embelezou, o jardim em 1782. Entre alamedas de buxo, encontram-se várias estátuas de granito (trabalhos muito prováveis de cantaria local). As quatro partes do Mundo então conhecido (Europa, Ásia, África e Índia), os signos do Zodíaco, a ciclicidade das estações e dos meses do ano, o ar e o fogo pilares do Universo na concepção grega, os Novíssimos do Homem (Morte, Juízo, Inferno e Paraíso), as Virtudes Teologais (Fé, Esperança e Caridade) e as Virtudes Morais (Fortaleza, Justiça, Prudência e Temperança), tudo se funde, lembrando, a efemeridade da vida e o carácter contemplativo do jardim. O grande lago, encimado pela cascata, que é rematada com as representações de Moisés, de Sta. Ana e da Samaritana, recorda-nos a presença na construção de um outro elemento do Universo: a água. Dessa plataforma acede-se a outra situada num plano inferior, ladeada pelas escadarias dos Apóstolos, com toda a simbólica de vida ou de morte, e dos Reis, de D Afonso Henriques a D. José.

 
Castelo Branco
 
Castelo
 
Rua do Arco do Bispo
 
 
Jardim do Paço
 
Cruzeiro de S. João