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Castelo Branco tem uma biocapacidade 80% superior à média nacional

30 out, 2018

A sessão de apresentação da Pegada Ecológica e da biocapacidade do Município de Castelo Branco, realizou-se esta terça-feira, dia 30, no CEI – Centro de Empresas Inovadoras. A iniciativa surge no âmbito do projeto Pegada Ecológica dos Municípios Portugueses e foi coordenada pela ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável.

Sara Moreno, investigadora da Universidade de Aveiro, que apresentou o estudo, afirma que, “o Concelho de Castelo Branco tem uma biocapacidade 80% superior à média nacional, sendo o valor da pegada ecológica superior em 2% a essa média”.

Castelo Branco é um dos seis primeiros municípios a nível nacional a realizar este estudo. Luís Correia, Presidente da Câmara de Castelo Branco, considerou os dados "extremamente positivos e que permitem pensar o estilo de vida dos albicastrenses assim como a estratégia de desenvolvimento para o Concelho”. No que diz respeito a esta temática, o autarca defendeu a necessidade de se fazer um trabalho de divulgação e de educação junto da população do Concelho.

Já em termos de políticas públicas adiantou que o facto de Castelo Branco ter uma biocapacidade de 80% superior à média nacional pode ser um argumento a utilizar de forma a atrair mais recursos para o território.

A Pegada Ecológica fornece métricas sobre o consumo e disponibilidade de recursos naturais e é usada para orientar a tomada de decisão informada.

Os resultados apontam que, em 2016, a Pegada Ecológica de Castelo Branco correspondeu a 4,02 hectares globais (gha) por pessoa, correspondendo a valores 2% acima da média de um cidadão nacional.

Por sua vez, a biocapacidade correspondeu a 2,31 hectares globais (gha) por pessoa, 80% acima da média nacional. O saldo entre Pegada Ecológica e biocapacidade demonstram os desafios locais para inverter lógicas de consumo prejudiciais ao ambiente.

A alimentação representa a maior fatia da Pegada Ecológica dos residentes do município (30%), seguida do sector dos transportes (23%). Esta Pegada elevada da alimentação é fortemente afetada pelos consumos de peixe e outro pescado (26%) e carne (25%). O consumo de proteína animal corresponde a mais de metade da Pegada da Alimentação de um cidadão de Castelo Branco.

Este projeto resulta de uma colaboração entre a ZERO, a Global Footprint Network (GFN) e a Universidade de Aveiro, e pretende potenciar o papel do contexto local nos desafios nacionais e globais de sustentabilidade, através da aplicação desta ferramenta de avaliação e monitorização de sustentabilidade proposta pela GFN e mundialmente reconhecida.