Link para página

Este website utiliza cookies que facilitam a navegação, o registo e a recolha de dados estatísticos.
A informação armazenada nos cookies é utilizada exclusivamente pelo nosso websiteAo navegar com os cookies ativos consente a sua utilização.

Castelo Branco vai calcular pegada ecológica em projeto inovador

08 set, 2017

A cidade de Castelo Branco é uma das seis cidades portuguesas a aderir ao projeto Pegada Ecológica dos Municípios Portugueses.

Castelo Branco vai calcular a sua pegada ecológica num projeto inovador a nível mundial, promovido pela Zero (Associação Sistema Terrestre Sustentável). O projeto vai utilizar o instrumento de cálculo da pegada ecológica de cidades e regiões da Global Footprint Network, contando com a colaboração da Unidade de Investigação em Governança, Competitividade e Políticas Públicas (GOVCOOP) da Universidade de Aveiro, da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e da Faculdade de Direito da Universidade do Porto.

Os seis Municípios - Castelo Branco, Almada, Bragança, Guimarães, Lagoa e Vila Nova de Gaia – vão estar ligados a este projeto que tem a duração de três anos e que procura no final obter um cálculo da pegada ecológica de cada um dos concelhos, bem como a sua bio capacidade (capacidade do ecossistema em produzir os recursos consumidos).

Luís Correia, presidente da Câmara albicastrense, considera que "mais uma vez Castelo Branco está na linha da frente, à semelhança do que aconteceu quando adotou as estratégias de adaptação às alterações climáticas".

O autarca, que esteve em Vila Nova de Gaia a assinar o acordo com Francisco Ferreira da associação Zero, diz que com este estudo "teremos mais informação sobre o nosso concelho para a tomada de decisões".

Luís Correia sublinha ainda que "o meio ambiente é uma preocupação que temos demonstrado na nossa estratégia, nomeadamente com a criação de espaços verdes em todo o concelho".

No final do projeto, serão apresentadas propostas de realocação de verbas do Orçamento do Estado pelos diferentes municípios, tendo em conta a sua contribuição para a capacidade nacional e o seu peso na pegada ecológica do país.

A Zero considera que esta iniciativa “permitirá destacar o papel das cidades nos debates globais e nacionais sobre sustentabilidade, ajudar os governos a acompanhar a procura de capital natural de uma cidade ou região e comparar essa procura com o capital natural disponível; ou informar sobre um amplo conjunto de políticas, que vão desde os transportes, à construção de infraestruturas e ao desenvolvimento do parque habitacional, para determinar quais as propostas e ações menos impactantes".

Além disso, irá "destacar a importância das decisões de infraestruturas de longo prazo, ampliando as oportunidades ou riscos futuros", bem como "adicionar valor aos conjuntos de dados existentes sobre produção, comércio e desempenho ambiental, fornecendo uma estrutura abrangente para os interpretar". Finalmente permitirá "fornecer um índice de sustentabilidade ambiental mundialmente cientificamente reconhecido, que prova ser eficaz na sensibilização dos cidadãos e no aumento do envolvimento da comunidade".

De acordo com a Zero, o instrumento de cálculo da Global Footprint Network (GFN) já foi utilizado em quase 40 cidades de vários países desde 1996, incluindo cidades como Barcelona, Londres, Manila ou Xangai.