Link para página

Este website utiliza cookies que facilitam a navegação, o registo e a recolha de dados estatísticos.
A informação armazenada nos cookies é utilizada exclusivamente pelo nosso websiteAo navegar com os cookies ativos consente a sua utilização.

Museu dos Têxteis instalado na Fábrica da Corga

21 jul, 2017

A Fábrica da Corga vai dar lugar ao Museu do Têxtil. O novo espaço, que é inaugurado no próximo dia 29 de julho pelo presidente da Câmara Municipal, Luís Correia, resulta da requalificação da antiga fábrica da Corga e assume o propósito de preservar a história dos lanifícios na freguesia de Cebolais de Cima/Retaxo. 

A Fábrica da Corga, onde era feita a fiação e tecelagem de lãs, cessou atividade nos anos 90. Em 2014 foi comprada pela Câmara para fazer dela um museu. Depois de efetuar a compra, foi contratada uma empresa especializada na recuperação dos equipamentos industriais para fazer da Corga, mais do que um museu de lanifícios, um “museu vivo” em laboração onde se recupera toda a longa e rica história de Cebolais de Cima e Retaxo.  

Para o presidente da Câmara Municipal esta é uma obra muito importante em termos de inovação, valorização histórica e integração social. As antigas máquinas vão funcionar e permitir a recuperação da memória coletiva. Este “vai ser um museu vivo, que preservará a memória da indústria e onde será possível revisitar a sua história. É também um projeto com uma componente social, pois permitirá reviver o passado às pessoas que trabalhavam nos lanifícios”, afirma Luís Correia. 

O novo Museu dará aos seus visitantes todas as explicações sobre a história dos lanifícios naquela união de freguesias, bem como dos equipamentos existentes. 

Marta Roque, a arquiteta responsável pelo projeto de museologia e pela inventariação do contributo de Cebolais de Cima na indústria têxtil nacional e impactos económicos locais e regionais, considera que “o museu fará a salvaguarda de toda a história dos lanifícios  e também a consciencialização do valor deste património porque tem um enorme valor social e económico que mexeu com a vida de muita gente”. 

Com este museu o concelho de Castelo Branco reforça a rede de espaços museológicos, interpretativos e culturais do concelho, os quais já incluem sob a alçada da autarquia albicastrense o Museu Francisco Tavares Proença Júnior, o Museu do Canteiro (Alcains), o Museu Cargaleiro, o Museu da Seda, o Centro de Cultura Contemporânea, o antigo edifício dos CTT, o Centro de Interpretação do Jardim do Paço, o Centro de Interpretação Ambiental e futuramente o Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco que será inaugurado dia 25.