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Medalha da Cidade

Medalha da CidadeO 245º aniversário da Elevação de Castelo Branco a Cidade (20/03/2016) serviu de mote ao lançamento de uma nova medalha comemorativa.

Da autoria de Isabel Carriço e Fernando Branco, autores da primeira moeda produzida em Portugal com utilização de cor e que teve por base o Bordado de Castelo Branco, a nova medalha tem uma produção limitada e numerada de 100 unidades.

A primeira destas medalhas está em depósito, à guarda da Câmara Municipal, sendo que as seguintes foram entregues aos dois últimos presidentes de câmara, César Vila Franca e Joaquim Morão.

A medalha apresenta numa das faces os nomes de ilustres albicastrenses, figuras que até ao início do século XIX ficaram na História do Concelho.

Na outra face, a medalha apresenta um motivo em Bordado de Castelo Branco, com um núcleo central rotativo que apresenta o Brasão da Cidade.

 

Especificações Técnicas

Edição : Câmara Municipal de Castelo Branco, 2016
Autores : Isabel Carriço e Fernando Branco
Gravura: Gravo, Lisboa
Metal: Bronze prateado
Esmalte sintético: Vermelho e branco
Dimensão: 80mm e 28mm
Observações: 4 cunhos com peça central rotativa

  • Ao centro o seu Brasão – símbolo da sua identidade como Autarquia. Mas este símbolo tanto se refere ao significado do conteúdo duma das faces da medalha, como da outra. É pertença de ambas as realidades. Por isso, está incluído numa pequena peça centrada que, rodando em torno dum eixo vertical, vai marcar a sua presença no lado para que esteja virada.
  • Numa das faces, um desenho do Bordado das suas Colchas, seu Património, inspirado na barra de uma colcha existente no Museu Machado de Castro, em Coimbra.
  • Na outra face está inscrito o nome de 15 Figuras Históricas nascidas em Castelo Branco com exceção de D. Pedro Alvito e do seu primeiro Bispo que, de qualquer modo, deram o seu contributo a esta Cidade, à  sua História e a Portugal, ultrapassando muitas vezes as nossas fronteiras.

 

Figuras Históricas

Don Pedro Alvito

D. PEDRO ALVITO, 11º Mestre da Ordem do Templo e dos Três Reinos concedeu, em 1213, a primeira Carta de Foral à povoação de Vila Franca da Cardosa, na qual é já designada por Castelo Branco.

“Eu, mestre de milícia do templo, Pedro Alvito, com todo o convento de Portugal queremos restaurar e povoar Castel-Branco, concedendo-vos o foro e costumes de Elvas, tanto presentes como futuros, para que as duas partes dos cavaleiros vão ao fossado e a terça parte fique na vila: e uma vez por ano façais fossado”.

D. Pedro Alvito começou a exercer as funções de mestre da ordem em 1214, tendo terminado o exercício em 1223.

Afonso de Paiva

AFONSO DE PAIVA é natural de Castelo Branco, desconhecendo-se quer a data do seu nascimento, quer a data da sua morte. Sabe-se, porém, que viveu no século XV.

Juntamente com Pêro da Covilhã, Afonso de Paiva foi incumbido por D. João II de, em África, recolher informações sobre os povos, o Oriente e seus mares e rotas, bem como sobre o comércio oriental.

Esta viagem tinha como objetivo estabelecer uma primeira ligação marítima entre a Europa e a Índia, bem como estabelecer contacto com o Reino de Preste João.

João Roiz de Castelo Branco

JOÃO ROIZ DE CASTELO BRANCO, nasceu no século XV, Cavaleiro nobre, Fidalgo da Casa Real das Cortes de D. Manuel I e D. João III. Contador da Fazenda da Beira e Almoxarife da Guarda. Humanista, é mais conhecido pelos poemas incluídos no “Cancioneiro Geral” de Garcia de Resende, entre eles a sua cantiga “Partindo-se”.

Na realidade, à época não se chamavam ainda poemas mas sim cantigas. É que apesar de o poeta ser datado do século XV/XVI, séculos em que na Itália se vivia o apogeu do Renascimento, em Portugal, João de Roiz de Castelo-Branco situa-se ainda numa época anterior, na chamada Poesia Trovadoresca – das Cantigas de Amigo, Cantigas de Amor, Cantigas de Escárnio e Mal dizer.

A belíssima cantiga “Partindo-se” fala da separação da pessoa amada.

Senhora, partem tão tristes

Senhora, partem tão tristes
meus olhos por vós, meu bem,
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.

tão tristes, tão saudosos,
tão doentes da partida,
tão cansados, tão chorosos,
da morte mais desejosos
cem mil vezes que da vida.

partem tão tristes os tristes,
tão fora de esperar bem,
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.

Amato Lusitano

JOÃO RODRIGUES, mais conhecido por AMATO LUSITANOfoi um judeu português, médico e escritor do século XVI, nascido em Castelo Branco, em 1511.

A sua obra mais conhecida - “Centúrias das Curas Medicinais” - resulta da compilação dos trabalhos desenvolvidos entre 1541 e 1561.

Cada «Centúria» apresenta 100 casos clínicos descritos pormenorizadamente, com informações sobre os doentes, doenças e tratamentos prescritos. Publicou “Tratamento das estenoses uretrais” (1552), com que alcançou grande notoriedade. Entre 1556 e 1558 escreveu a Sexta Centúria e os tratados “In Dioscorides de Medica materia Librum quinque enarrationis” e “Curationium Centuriae Septem”.

Amato foi um verdadeiro homem da Renascença. Humanista e Naturalista, que quebrou fronteiras nos campos médico e científico, pelas suas qualidades de observador perspicaz e clínico experiente. Mas quebrou também fronteiras culturais e sociais, por via das suas convicções, pelos seus valores de tolerância e respeito pelo Homem. Descrito por Max Solomon como “o Homem que representa a Medicina do Século XVI, como erudito, anatomista e clínico” deixou às gerações seguintes não só conhecimentos sobre o passado mas uma importante mensagem de crença no progresso e no futuro.

Morreu em 1568, aos 57 anos, durante uma epidemia de peste, enquanto prestava cuidados aos doentes.

 

Frei Bartolomeu da Costa

FREI BARTOLOMEU DA COSTA, (1553-1608) sobrinho-bisneto do Cardeal de Alpedrinha, doutorou-se em Teologia na Universidade de Coimbra. Foi fundador do Hospital de Convalescentes de Castelo Branco e, em Lisboa, ocupou o cargo de Tesoureiro-mor e Coadjutor da Sé, onde lhe foi atribuído o cognome de Venerável pelas suas ações de caridade.

Acabou por ser sepultado em Lisboa, mas manteve-se sempre ligado à Misericórdia de Castelo Branco e foi homenageado, durante as Comemorações do V Centenário da criação da Misericórdia albicastrense, com a instalação de uma estátua monumental, da autoria de Cristina Ataíde.

Filipe Elias Montalto

FILIPE ELIAS DE MONTALTO, (1567-1616) nasceu em Castelo Branco, filho de António Aires e de Catarina Aires, neto materno de Filipe Rodrigues, irmão de Amato Lusitano.

Estudou Filosofia e Medicina na Universidade de Salamanca e tirou o grau de bacharel em Artes, em 1586. Casou em Castelo Branco, mas emigrou para Livorno (Itália), onde se estabeleceu como médico. Em Novembro de 1606 publicou em Florença o seu primeiro livro “Optica”, que assina com o pseudónimo de "Philipp Montalto, Lusitani Medicine doctoris’’ e, segundo afirma na Dedicatória, tivera já contacto com a família Médicis e a Rainha Maria de França, durante uma curta estadia em Paris, onde fora alvo dos favores régios e disfrutara de grande consideração.

Maria de Medicis convida-o para seu médico, cargo que aceita na condição de poder praticar a religião judaica. Em 1614 publica em Latim “Archipatologia” a sua obra mais importante e pioneira, na qual se estudam doenças mentais. Após a sua morte, o seu corpo já embalsamado é levado para cemitério de Oudekerk da Comunidade Judaica, em Amsterdão.

António Soares de Albergaria

ANTÓNIO SOARES DE ALBERGARIA, (1581-1639 ou 1640?), filho de Fernão Rodrigues de Coimbra e de Francisca Soares de Albergaria, ambos das famílias mais nobres da vila de Veiros.

Sacerdote, Beneficiado da Colegiada da Igreja de Santo Estêvão, de Lisboa, Capelão das Capelas de Santo Eutrópio e de São Mateus, de Lisboa, Heraldista, Genealogista, edificou uma Ermida dedicada a Jesus, Maria e José no caminho que vai de Casilhas para Nossa Senhora do Cabo, onde viveu.

Notabilizou-se pelas suas célebres obras “Tropheos Lusitanos” e “Livro de Armaria” (que ensina, declara todos os modos, formas de escudos e suas significações).

Miguel Accioly da Fonseca Leitão

MIGUEL ACCIOLY DA FONSECA LEITÃO, (c.1609-c.1674) Filho de Francisco da Fonseca Leitão (Desembargador da Casa da Suplicação) e de D. Genebra Achioli de Castelo-Branco, formou-se  em Jurisprudência pela Universidade de Coimbra.

Ao longo da sua vida foi também Cavaleiro professo da Ordem de Cristo, Juiz dos Órfãos do Porto, Ouvidor do Mestrado de Aviz, Procurador da Comarca de Leiria, Provedor dos Resíduos em Lisboa, Desembargador da Casa da Suplicação, Sindicante Geral nos Estados do Brasil, cargo pelo qual foi agraciado com uma Comenda de cem mil réis para dote de sua filha.

Como Genealogista escreveu “Famílias de Castelo Branco”, “Famílias do Reino de Portugal” e “Árvore de Costados de Títulos de Portugal”.

Padre Estevão Cabral

PADRE ESTÊVÃO CABRAL, (1734 – 1811 ou 1812?) nasceu em Tinalhas. Em Coimbra, ingressou na Companhia de Jesus em 1751. Jesuíta, Matemático e Físico, Membro da Academia Real das Ciências de Lisboa (eleito a 17/07/1789), reorganizou o Museu Kircheriano de Roma. Foi no Curso de Matemáticas que desenvolveu o seu entusiasmo pelo estudo da Hidráulica. Esteve em Itália e regressou a Portugal a pedido de D. Maria, para estudar os leitos dos rios de Portugal.

Escreveu:

  • Memória sobre os danos causados pelo Tejo nas suas ribanceiras”, in Memórias Económicas da Academia Real das Ciências de Lisboa, Tomo II, 1790, pp. 177-204;
  • Memória sobre os danos do Mondego no campo de Coimbra, e seu remédio”, in Memórias Económicas da Academia Real das Ciências de Lisboa, Tomo III, 1791, pp. 141-165;
  • Memória sobre o tanque e torre no sítio chamado em Lisboa Amoreiras pertencente às Águas Livres”, in Memórias Económicas da Academia Real das Ciências de Lisboa, Tomo III, 1791, pp. 201-206;
  • Memória sobre o modo de obter e conservar água da chuva de óptima qualidade”, in Memórias Económicas da Academia Real das Ciências de Lisboa, Tomo IV, 1812, pp. 53-59;
  • Memória sobre o papel”, in Memórias Económicas da Academia Real das Ciências de Lisboa, Tomo IV, 1812, pp. 153-157.

José Pessoa Tavares de Amorim

JOSÉ PESSOA TAVARES DE AMORIM,  (1738-1815), Sargento-Mor da Companhia de Ordenanças de Castelo Branco.

Vereador da Câmara Municipal, Cavaleiro Professo da Ordem de Cristo, foi um dos homens mais ricos da Beira no tempo do Marquês de Pombal, segundo o Engº Manuel Castelo Branco.

 

Manuel Joaquim Henriques de Paiva

MANUEL JOAQUIM HENRIQUES DE PAIVA, nasceu na cidade de Castelo Branco, em 23 de dezembro de 1752. Era filho do boticário português Antônio Ribeiro de Paiva, que era natural da Vila de São Vicente da Beira e farmacêutico em Castelo Branco, e de Isabel Henriques Aires.

Na Universidade de Coimbra, onde se matriculou no curso de Medicina em 23 de dezembro de 1776, estudou Anatomia Humana e diplomou-se em Medicina em 1781.

Em 1795 foi nomeado médico da Casa Real. Posteriormente, e ainda em Portugal, foi encarregado da administração do armazém e da Botica da Marinha Real (02/07/1800), e professor da cadeira de Farmácia (1801), então anexada à Faculdade de Filosofia da Universidade de Coimbra.

Segundo João Rui Pita, no seu percurso académico e científico Manuel Joaquim Henriques de Paiva foi, para "além da Química, da Botânica e outras áreas científicas, o principal divulgador médico e farmacêutico de finais do século XVIII e do início do século XIX"

Faleceu no Brasil.

José António Morão

JOSÉ ANTÓNIO MORÃO (1786-1864) foi Comissário dos Estudos do Distrito de Castelo Branco (com Carta de 12/03/1852), 2º Reitor, mas 1º nomeado, do Liceu de Castelo Branco (08/04/1852-02/05/1853).

Formado pela Universidade de Coimbra em Matemática, Filosofia e Medicina (06/07/1812), exerceu como médico em Almada e Castelo Branco, foi Governador Civil de Castelo Branco (1848) na qualidade de Vogal do Conselho do Distrito, bem como Provedor da Misericórdia de Castelo Branco e Deputado da Nação pela Beira Baixa (1834).

Legou a sua vasta biblioteca (mais de 3200 volumes) à cidade de Castelo Branco.

Rafael José da Cunha

RAFAEL JOSÉ DA CUNHA (1791-1868), natural de Castelo Branco, oriundo de uma família albicastrense, agricultores de eleição com estreitas ligações á Casa Real.

Desde muito novo percorre a Europa em plena Revolução Industrial, inteirando-se das novas inovações no mundo agrícola, tendo-se apercebido que só no Ribatejo as poderia pôr em prática.

Com familiares influentes em Tomar e Torres Novas decide fixar-se na Golegã em 1817.

Torna-se grande proprietário, notável lavrador e criador do gado português. Com ele começou um longo processo para a construção do chamado Palácio dos Cunhas, na Praça Velha, só acabado após a sua morte.

Manuel Vaz Preto Geraldes

MANUEL VAZ PRETO GERALDES (1828-1902), filho de João José Vaz Preto Geraldes e irmão de João José Vaz Preto Geraldes e de Fernando Afonso Vaz Preto Geraldes. Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, Capitão-Mor de Castelo Branco, Eleitor-Mor, General, Patrono da Beira Baixa e Marechal, Político, Fundador do Partido Constituinte (1884) e do Porto Franco (1888).

Como Deputado do Partido Constituinte proferiu um importante discurso na Câmara dos Dignos Pares do Reino, em 27 de Março de 1878, em que de uma forma violenta atacou fortemente o governo, devido à demora na construção do caminho-de-ferro da Beira Baixa.

Vaz Preto, como político, aproveitou sempre todas as oportunidades para defender a  construção desta infraestrutura, tanto mais que haviam sido já construídos o Ramal de Cáceres e a Linha da Beira Alta.

Foi também responsável pela proposta de criação da Linha da Beira Baixa com ligação direta a Castelo Branco, Fundão, Covilhã e Guarda, projeto que viria a ser definitivo e adotado para a linha.

Diretor da Infância Desvalida de Castelo Branco, foi intitulado Patrono da Beira Baixa.

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