A dezoito quilómetros de Castelo Branco, a freguesia de Tinalhas está no norte do concelho, entre as suas congéneres de Ninho do Açor, Freixial do Campo, Cafede e Póvoa de Rio Moinhos. Povoação relativamente elevada, encontra-se a mais de quatrocentos metros de altitude. É atravessada por uma série de pequenos ribeiros sem grande expressão: o ribeiro do Vale Sando, a ribeira da Ribeirinha, o ribeiro do Vale de João Martins, o ribeiro do Salgueiro e o ribeiro do Cadavai.
O curioso nome da freguesia surge pela primeira vez na documentação oficial do século XIII. Pode ser o nome comum de alguma família que ali tivesse possessões, ou então uma alusão aos achados de antigas vasilhas e potes, "tinalias", provenientes de escavações arqueológicas ali realizadas. Para além desses achados, foram descobertos também três machados de pedra polida, pedaços de sílex, uma pedra gravada, provalvelmente pré-romana, e um pequeno objecto de bronze. Todos estes achados revelaram ser da época romana e pré-romana, nomeadamente do Neolítico.
Em 1165, D.Afonso Henriques doou as terras entre os rios Erge, Tejo e Zêzere à Ordem dos Templários, com o objectivo de povoarem a região. Mais tarde, D.Afonso II fez nova doação, a chamada herdade da Açafa ou da Cardosa. Esta herdade tinha como limites a Covilhã, a norte; a ribeira de Alpeadre e o rio Ponsul, a nascente; a região de Ródão, a sul; e S.Vicente da Beira, a ocidente.
Informação e fotografias in "A Terra e suas Memórias Culturais..."
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