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Todas as 4ª Feiras
A Piscina Praia oferece aos mais jovens, todas as 4ª Feiras, entre as 11h00 e as 12h00, no mês de Agosto, a Hora do Conto, uma iniciativa que pretende contribuir para o estimulo do gosto pela leitura.

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VERSÃO EM TEXTO
FREGUESIASSALGUEIRO DO CAMPO  
     

 

Presidente
António Pedro Martinho Silva

Junta de Freguesia
Rua do Adro Nº1 - 6000-631 Salgueiro do Campo
Telefone - 272 959 151

 
 

Situa-se no centro do concelho, estando rodeada pelas freguesias de Juncal do Campo, a norte; Sarzedas, a ocidente; Benquerenças a sul; e Cafede e Castelo Branco a oriente. Encontra-se a doze quilómetros de Castelo Branco, numa encosta do monte da Penha e debruçada para um vale. Tem uma área de cerca de trinta quilómetros quadrados.

Segundo a lenda, o nome da freguesia tem origem numa época em que os matagais eram contínuos e, pelas feras existentes, perigosa a sua travessia. Os almocreves, nas suas viagens para a charneca, costumavam agrupar-se junto a uma fonte, a actual Fonte Fria, perto da qual existia um enorme salgueiro, que acabou por dar o nome à povoação.

É uma povoação muito antiga, que surgiu a partir de uma outra que aqui se estabeleceu desde tempos imemoriais. Alguns vestígios neolíticos e romanos confirmam que a presença humana nestes territórios data de vários séculos antes do nascimento de Cristo.

 

 

 

 

Informação e fotografias in "A Terra e suas Memórias Culturais..."

 

Igreja Matriz

Fonte Fria

Centro Social de Salgueiro do Campo

 
 
 

Património Cultural :
Fonte da Telha: perto de um forno mourisco antigo

Calvário com inscrição de 1721

Igreja Matriz de S. Pedro: desconhece-se a data, sofreu transformações sucessivas Fonte Fria/Fonte do Salgueiro: Antiga com mitra

Capela de Nª Senhora do Bom Sucesso: principiada em 1735, sofreu transformações (lugar de Palvarinho)

Capela de São Lourenço: a referência mais antiga é de 1182, pertenceu à Ordem de Cristo. Foi restaurada em 1967 (lugar de Palvarinho)

Artesanato: Bordados, Ferrarias e trabalhos em madeira

Gastronomia: Tijeladas, Papas, Broas de mel, Bicas, Biscoitos de azeite, Filhós e Maranhos.

Festas e Romarias:Nossa Senhora de Fátima (13 de Maio); S. Pedro (1º Domingo de Setembro); Nossa Senhora do Bom Sucesso (penúltimo Domingo de Agosto)

COBRÃO

O cobrão é o nome que o povo dá a uma doença de pele caracterizada pelo aparecimento de pequenas vesículas que surgem, segundo a crença, devido à circunstância das roupas interiores, quando se encontram a secar, terem estado em contacto com qualquer bicho peçonhento: cobra, osga, lagarto ou lagartixa, bichos esses que nelas deixaram, como se diz em Cebolais de Cima, o seu rastejo. É o veneno contido nesse rasto que, em contacto com a pele, desencadeia a doença.

Para curar o doente repetia-se esta fórmula:

" Aqui te corto
se és cobra ou cobrão
corto o rabo, a cabeça e a raíz do coração."

(A.A.C)

Circunda-se a parte infectada com tinta e polvilha-se essa parte com cinzas das palhas de alho.
Na fórmula a palavra forte é "aqui te corto". O gesto enfeitiçante ou de possessão consiste na formação de um círculo em volta da parte doente.
Também aqui, há função libertadora das palavras se alia a função curativa das cinzas das palhas-de-alho.