| Património
Cultural :
Fonte da Telha: perto de um forno mourisco antigo
Calvário com inscrição de 1721
Igreja Matriz de S. Pedro: desconhece-se a data, sofreu
transformações sucessivas Fonte Fria/Fonte
do Salgueiro: Antiga com mitra
Capela de Nª Senhora do Bom Sucesso: principiada
em 1735, sofreu transformações (lugar
de Palvarinho)
Capela de São Lourenço: a referência
mais antiga é de 1182, pertenceu à Ordem
de Cristo. Foi restaurada em 1967 (lugar de Palvarinho)
Artesanato:
Bordados, Ferrarias e trabalhos em madeira
Gastronomia: Tijeladas,
Papas, Broas de mel, Bicas, Biscoitos de azeite, Filhós
e Maranhos.
Festas e Romarias:Nossa
Senhora de Fátima (13 de Maio); S. Pedro (1º
Domingo de Setembro); Nossa Senhora do Bom Sucesso (penúltimo
Domingo de Agosto)
COBRÃO
O cobrão é o nome que o povo dá
a uma doença de pele caracterizada pelo aparecimento
de pequenas vesículas que surgem, segundo a crença,
devido à circunstância das roupas interiores,
quando se encontram a secar, terem estado em contacto
com qualquer bicho peçonhento: cobra, osga, lagarto
ou lagartixa, bichos esses que nelas deixaram, como
se diz em Cebolais de Cima, o seu rastejo. É
o veneno contido nesse rasto que, em contacto com a
pele, desencadeia a doença.
Para curar o doente repetia-se esta fórmula:
" Aqui te corto
se és cobra ou cobrão
corto o rabo, a cabeça e a raíz do coração."
(A.A.C)
Circunda-se a parte infectada com tinta e polvilha-se
essa parte com cinzas das palhas de alho.
Na fórmula a palavra forte é "aqui
te corto". O gesto enfeitiçante ou de possessão
consiste na formação de um círculo
em volta da parte doente.
Também aqui, há função libertadora
das palavras se alia a função curativa
das cinzas das palhas-de-alho.
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