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A Piscina Praia oferece aos mais jovens, todas as 4ª Feiras, entre as 11h00 e as 12h00, no mês de Agosto, a Hora do Conto, uma iniciativa que pretende contribuir para o estimulo do gosto pela leitura.

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VERSÃO EM TEXTO
FREGUESIASRETAXO  
     

 

Presidente
José Luís Afonso Pires

Junta de Freguesia
Av. Dr. Augusto Beião - 6000-621 Retaxo
Telefone - 272 997 418

Mail: fretaxo@gmail.com

 
 

A doze quilómetros de Castelo Branco, a pequena freguesia de Retaxo encontra-se no extremo sul do concelho, sendo delimitada por Benquerenças a norte e por Cebolais de Cima a leste. O resto do território da povoação é rodeado por Vila Velha de Rodão.

Marca a fisionomia da freguesia uma série de acidentes naturais: a proximidade do cabeço de Olalas, a nascente da ribeira de Gonçalo Pardo também muito próxima e a ribeira de Retaxo, que desagua no rio Tejo, perto de Vila Velha de Rodão. Tem uma área de 1230 hectares.

É uma freguesia com características um pouco especiais, em virtude da região em que se encontra. Por um lado, assemelha-se ao Alto Alentejo, na vegetação e nos hábitos e tradições das suas gentes. Por outro lado, a proximidade em relação a Espanha marca-lhe um pouco o quotidiano.

O seu povoamento ter-se-á iniciado antes ainda do período romano. As antas de Retaxo e da Casa da Moura (I.P.A) representam esse passado remoto da freguesia.

 

 

 

 

Informação e fotografias in "A Terra e suas Memórias Culturais..."

 

Capela da Senhora da Guia

Panorâmica parcial da freguesia

Edifício da Junta de Freguesia

 
 
 

Toponímia: Rotaxo - Retaxo

Património Cultural : Capela de Nª Senhora da Guia

Gastronomia: tijeladas, sopa de Massa (Casamentos ), cabrito assado e maranhos

Doçaria: Tigelada, Broas de Mel Biscoitos de Azeite, etc...

Festas e Romarias:Nossa Senhora de Belém (padroeira do Retaxo – Domingo que se segue a 15 de Agosto); Nossa Senhora da Guia (Domingo que se segue a 8 de Setembro);

USOS E COSTUMES - COBRÃO

O cobrão é o nome que o povo dá a uma doença de pele caracterizada pelo aparecimento de pequenas vesículas que surgem, segundo a crença, devido à circunstância das roupas interiores, quando se encontram a secar, terem estado em contacto com qualquer bicho peçonhento: cobra, osga, lagarto ou lagartixa, bichos esses que nelas deixaram, como se diz em Cebolais de Cima, o seu rastejo. É o veneno contido nesse rasto que, em contacto com a pele, desencadeia a doença.

Para curar o doente repetia-se esta fórmula:

"Ouros passei;
Este cobrão cortei;
Ouros hei-de passar
Este cobrão hei-de cortar: a cabeça e o coração."

Em seguida queima-se palha-de-alho e a cinza obtida mistura-se com o vinagre. Com uma pena de galinha, fazendo uma cruz, aplica-se esta mistura sobre a parte doente por três, cinco, ou sete vezes. Depois de cada uma das aplicações, corta-se um bocadinho a um pau fazendo um círculo à volta da parte doente, mas não a tocando.

ERISIPELA

Doença de pele também constituída por pequenas bolhas que dão à parte atacada uma coloração avermelhada.

1ª Versão

Donde vindes, S. Julião?
Venho de Roma.
Que dizem por lá ?
Que há por lá muita zipla e ziplã má.
Volta atrás S. Julião, vai curar essa gente. Com raminhos de facho novo. Palavras minhas, da Virgem Maria e de Santa Isabel.


A.A.C.

Reza-se em cruz três vezes.

2ª Versão

A Nossa Senhora ia para ao monte,
O Nosso Senhor vinha de lá,
O Nosso Senhor perguntou-lhe:
- Que notícias há por lá?
Nossa senhora lhe disse:
- Muita zipla e ziplã má.
- Então volta para trás
E esse mal atalharás
Com farinha de trigo, azeite e corda de espacho.


Molha-se a corda de espacho no azeite, passa-se pela parte infectada e passa-se farinha por cima.
Nestas duas versões, embora o processo de aplicação do azeite seja igual ) uma corda de esparto – "facho" e "espacho"), o curador mítico, é, na primeira versão, S. Julião e, na Segunda versão, Nossa Senhora.
Numa das versões existe um gesto enfeitiçante: a aplicação em cruz. O três é, em ambas as versões, o número repetitivo eficaz.
Na versão 1 há um outro pormenor a salientar: as últimas palavras com que a curandeira termina a fórmula: "palavras minhas, de Nossa Senhora e de Santa Isabel". Estas palavras são uma demonstração evidente de que os ritos podem ser encarados como modo de comunicação entre os homens e o sobrenatural.