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Todas as 4ª Feiras
A Piscina Praia oferece aos mais jovens, todas as 4ª Feiras, entre as 11h00 e as 12h00, no mês de Agosto, a Hora do Conto, uma iniciativa que pretende contribuir para o estimulo do gosto pela leitura.

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FREGUESIASESCALOS DE BAIXO  
     

 

Presidente
Vitor Manuel Lopes Fazenda

Junta de Freguesia
Largo do Espírito Santo - 6005-150 Escalos de Baixo
Telefone – 272 467 108

Mail : jfebaixo@sapo.pt

 
 

Assumindo posição junto à orla nascente do território concelhio, esta freguesia vai confrontar já, pelo seu flanco sudoeste, com terras do vizinho termo municipal de Idanha-a-Nova. Envolvem-na entretanto, pelas restantes partes, as congéneres Malpica do Tejo (da banda do sul), Castelo Branco (a sudoeste), Alcains (a noroeste), Escalos de Cima e Lousa (ambas a norte).

Comportando alguns trechos de uma paisagem ribeirinha marcada por surpreendente beleza natural, o Ponsul tem na zona da Ponte da Moinheca um local recheado por valores patrimoniais edificados de feição tradicional e etnográfica.

Alguns vagos indícios arqueológicos - caso nomeadamente da estação ao ar livre da Tapada do Poço e das insculturas rupestres do Monte de São Luís - apontarão para a possibilidade de já por aqui se haverem fixado populações em épocas pré e proto-histórica, sendo ainda de referenciar um hipotético eixo viário e a ocorrência de achados isolados conotáveis, em ambos os casos, com o âmbito da romanização. Há ainda assinalar, do ponto de vista arqueológico, as vagas notícias referentes à existência de tumulações no sobredito Monte de S. Luís, em Gândara e Fonte da Bica.

 

Informação e fotografias in "A Terra e suas Memórias Culturais..."

 

 

 

 

Igreja Matriz

Chafariz de duas bicas

Capela de Nossa Senhora dos Aflitos

 
 
 

Toponímia: Ablativo locativo – In Scallis (nos marcos). Os romanos colocavam os marços ao longo das grandes vias para confirmar a sua presença e indicar distâncias. Uma grande via romana passava por Escalos (Idanha-a-Velha, Escalos, Castelo Branco, Tomar, Lisboa).

Património Cultural :


Igreja Matriz: S. Silvestre, finais do séc. XVII, princípio do séc. XVIII; fachada barroca, sofreu várias alterações; Torre e cúpula do séc. XIX.

Capela de Nª Srª das Neves: foi igreja matriz, já existia desde 1522, o púlpito tem data de 1660

Capela de S. Sebastião: construída a partir de 1704

Capela do Monte de S. Luís: séc. XVII

Capela de Nossa Senhora dos Aflitos: fins do séc. XVII, altar em talha dourada

Chafariz de granito, com duas bicas, impõem-se pela sua grandeza. Pode dizer-se que é de interesse concelhio, pela frescura e pureza da sua água (que os utentes afirmam Ter propriedades medicinais). De Castelo Branco deslocam-se pessoas para recolher o precioso líquido.

Artesanato: bordados (tipo Castelo Branco), mantas de farrapos, colchas de linho e trabalhos em madeira

Gastronomia:
enchidos, ensopado de cabrito

Doçaria: tijelada, bolo de mel, bicas, borrachões

Feiras: 2º Domingo de Janeiro

Festas e Romarias: S. Luís (Domingo de Pascoela); São Sebastião (dia da Nossa Senhora da Santíssima Trindade); Coração de Jesus (2º Domingo de Setembro)

COBRÃO

O cobrão é o nome que o povo dá a uma doença de pele caracterizada pelo aparecimento de pequenas vesículas que surgem, segundo a a crença, devido à circunstância das roupas interiores, quando se encontram a secar, terem estado em contacto com qualquer bicho peçonhento: cobra, osga, lagarto ou lagartixa, bichos esses que nelas deixaram, como se diz em Cebolais de Cima, o seu rastejo. É o veneno contido nesse rasto que, em contacto com a pele, desencadeia a doença.

Para curar o doente repetia-se esta fórmula:

Rezado em cruz sete vezes:

Aqui te benzi, aqui te torne a benzer
Para que não cresças, nem inverdeças,
Nem juntes o rabo com a cabeça .
Depois a curandeira pega numa réstea de alhos e desenrola-se entre ela e o doente o diálogo seguinte: Curandeiro: - Tu tens um cobrão?
Doente: - Ou terei ou não.
Curandeiro: - Corta-lhe a cabeça
Doente: - Corta tu ou não
Curandeiro: - Tu tens um cobrão?
Doente: - Ou terei ou não.
Curandeiro: - Corta-lhe o meio
Doente: - Corta tu ou não
Curandeiro: - Tu tens um cobrão?
Doente: - Ou terei ou não.
Curandeiro: - Corta-lhe o rabo
Doente: - Corta tu ou não

Por fim, queima-se a réstea de alhos e bota-se primeiro mel sobre a parte infectada e, em seguida, a cinza das résteas, para secar o mal.
Esta fórmula oferece a originalidade de apresentar estrutura em diálogo entre a rezadeira e a pessoa doente. Nesse diálogo. Dois pormenores existem que se devem ser revelados: a primeira frase " tu tens um cobrão?" e a repetição quase contínua e exaustiva de "corta-lhe". A primeira frase patenteia o costume de se invocar o nome da doença no início da fórmula libertadora; e incidência repetitiva que surge no diálogo em relação a "corta-lhe" reside no facto de ser esta palavra forte, isto é, a palavra através da qual a rezadeira liberta a pessoa do mal que a aflige, a palavra que corta um laço que liga a pessoa à doença.
O número de vezes necessário para eficácia das palavras é de sete. O gesto enfeitiçante é o sinal da cruz: ao fazer-se a cruz sobre qualquer coisa atraem-se as forças mágicas dos quatro pontos cósmicos, ideia reforçada pelo facto de o sentido esquerda – direita, ao qual o sinal da cruz obedece, representar simbolicamente o passar da morte à vida.
A utilização do mel e das cinzas das résteas de alho, em conjunto com a fórmula libertadora, mostra nesta versão de Escalos de Baixo, uma dupla intenção: a de desligar a pessoa do mal, por um lado, e a de curar, por outro com o auxílio do mel e das cinzas das palhas de alho.

ERISIPELA

Doença de pele também constituída por pequenas bolhas que dão à parte atacada uma coloração avermelhada.

Donde vindes S. Julião?
Venho de Roma.
Que há por lá ?
Zepelas e zepelões.
Volta atrás, vai curá-las.
Com o quê?
Com pailhas, trigas e azeite virgem.
Em louvor de S. Julião e Senhor do Horto,
Que tire o mal deste corpo.

AAC)

De seguida, rezam-se cinco Pai Nossos e cinco Avé-Marias em louvor do Senhor do Horto. Durante a reza, molha-se a pailha trigo no azeite virgem e aplica-se em cruz na parte enferma.

Modo de aplicação: pailhas trigas;

Gesto enfeitiçante: reza ser feita em cruz, tal como nas versões anteriores;
Número eficaz: cinco
Obrigatoriedade do azeite ser virgem, isto é, azeite proveniente da azeitona sem sal e não caldeada.